UPF: ser comunitária está na nossa natureza

Iniciativas da UPF contam com ação de professores, estudantes e funcionários, além de voluntários da comunidade


Há 52 anos, reafirmamos nosso papel como instituição comunitária, preocupada com a oferta de ensino, da pesquisa, da extensão e da inovação nas mais diversas áreas

A Universidade de Passo Fundo (UPF) é responsável pela educação superior em mais de 150 municípios da região Norte do estado. Ao longo de 52 anos já formou mais de 81 mil profissionais. Neste ano, diante da  mais severa crise dos últimos tempos, a Instituição viu pela frente o desafio de se reinventar, em poucos dias, para aprender e ensinar remotamente; para transformar esse tempo desafiador em uma história solidária e coletiva; para colocar toda a força do conhecimento e o patrimônio da instituição a serviço da vida. Em pouco mais de dois meses a Universidade, que neste sábado, dia 6 de junho, completa 52 anos de história, direcionou todos os esforços para auxiliar a comunidade em diversas frentes.

Construída a várias mãos, por agentes da comunidade, a UPF sempre teve seu olhar voltado para a cidade de Passo Fundo. E ao longo de sua história reforçou essa identidade, por meio de ações, projetos e parcerias que desenvolveu pensando no bem comum. Para a reitora, professora Dra. Bernadete Maria Dalmolin, ser uma instituição comunitária significa reconhecer seu surgimento a partir de um desejo coletivo e para responder às demandas que nascem do território e das necessidades da população local e regional. “Significa compreendê-la como um bem maior, cuja história foi construída a várias mãos, e cuja trajetória segue sendo desenhada por todos os que a mantém ativa, no cotidiano das relações educativas, estabelecidas entre professores, funcionários, estudantes e o entorno. Significa reaplicar todas as receitas na própria Instituição, assumindo a missão de formar profissionais-sujeitos, com consciência dos desafios sociais e de sua profissão na busca de soluções aos problemas que necessitam ser enfrentados”, diz.

Na opinião da professora ser comunitário significa ainda estabelecer parcerias com a sociedade civil organizada e com os órgãos públicos, oferecendo serviços e viabilizando a pesquisa, a extensão e a inovação para transformar realidades. “Acima de tudo, denota a produção e a socialização do conhecimento para a construção de uma sociedade cada vez mais desenvolvida, ética e solidária”, completa.

Isso, claro, acaba se refletindo na comunidade. A reitora acredita que a pandemia de Covid-19 evidenciou, com clareza, a importância de instituições universitárias como a UPF. “Desde a segunda quinzena de março, além de manter as atividades na modalidade de estudo e trabalho remoto, mobilizamos nosso capital intelectual e a capacidade instalada para, em cooperação com os órgãos públicos e com outras instituições da região, atuar na construção de respostas que pudessem minimizar os impactos educacionais, sociais e econômicos gerados pela crise sanitária”, destacou.

Ações em diferentes frentes

As ações desenvolvidas pela comunidade acadêmica vão das mais complexas às mais simples, todas com a mesma importância. Para contar toda essa história foi produzido um especial multimídia que conta, em detalhes as histórias por trás destas iniciativas e que pode ser acessado pelo link (https://bit.ly/upf52anos). Abaixo, confira o resumo de algumas delas:

– Em apenas cinco dias, engenheiros, professores e pesquisadores desenvolveram um protótipo de respirador que pode ser servir como alternativa em caso de falta do equipamento para tratamento da Covid-19.

– Serviço de Teleatendimento cumpre importante papel ao oferecer orientações sobre questões relacionadas à Covid-19, além de apoio psicológico e acompanhamento médico.

– Voluntários já costuraram milhares de itens de proteção individual nos laboratórios do curso de Design de Moda.

– O desenvolvimento de equipamentos de proteção para hospitais de Passo Fundo por professores da Universidade é um exemplo de ações que são fruto de uma parceria de longa data.

– Cartilha produzida por acadêmicos de Fisioterapia ajuda profissionais de saúde a manterem o autocuidado.

– Salas virtuais Plantão do Cuidado e Rede de Aprendizagem auxiliam a comunidade acadêmica e externa a liderem com os desafios impostos pela pandemia.

– Articulação da Rede de Inovação Conecta UPF com empresas parceiras permitiu a criação de feiras on-line para auxiliar produtores rurais de Passo Fundo, Sarandi e Tavares.

– Atléticas se mobilizam para auxiliar a comunidade em meio à pandemia.

O conhecimento, a ciência, a tecnologia, os serviços oferecidos pela UPF são, conforme a reitora, as ferramentas utilizadas para apoiar estudantes e a população neste período de dificuldades e incertezas, para cuidar da vida e das pessoas, em primeiro lugar.  “Estamos muito dedicados, engajados com a comunidade, focados nos desafios do presente, sem deixar, no entanto, de vislumbrar o futuro e novas possibilidades para continuar contribuindo com o desenvolvimento social e econômico nas regiões onde estamos inseridos”, finaliza.

O que são Instituições Comunitárias de Educação Superior?

As Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) são instituições sem fins lucrativos, que desenvolvem ações essencialmente educacionais, como ensino, pesquisa e extensão, com notória excelência em suas atividades. Esse modelo de universidade é baseado na prática organizacional e funcional do ensino superior. Trata-se de uma iniciativa da sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem sua existência e atuação apoiada na comunidade. No Brasil, a Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc) reúne 68 instituições comunitárias, que juntas correspondem a 25% das matrículas universitárias do país.

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Assessoria de Imprensa/Universidade de Passo Fundo

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