Expectativa de comercialização de peixes na região Norte é positiva

Na região Norte do Estado, a atividade da piscicultura tem crescido significativamente nos últimos anos, em razão do número de famílias que vêm apostando na atividade como uma alternativa complementar de geração de renda, por se tratar de um cultivo que requer pouca área para a produção, pela facilidade do manejo e baixo investimento, se comparado a outras atividades.

Em volume de peixes produzidos anualmente, os maiores produtores estão nos municípios de Chapada, Novo Barreiro, Barra Funda, Sarandi e Taquaruçu do Sul. Na Semana Santa de 2019 foram realizadas 29 Feiras do Peixe na região, com uma comercialização total de 290.400 kg, entre espécies de carpas, tilápia, jundiá, pacu, traíras e alguns pescados de rios, como dourado, piava, bagres e grumatã.

Para a Semana Santa deste ano (2020), a maioria das Feiras do Peixe foi cancelada, em decorrência das medidas de segurança e prevenção à Covid-19. Ainda assim, está prevista a realização de 12 feiras na região, que somam mais de 20 dias de comercialização, uma vez que alguns eventos são realizados em dois ou três dias.

A comercialização de peixes nas propriedades rurais é o grande destaque deste ano. Na região Norte serão pelo menos 205 piscicultores vendendo os peixes direto ao consumidor na propriedade rural. A previsão de comercialização para este ano é de 285.500 kg de peixes.

“Se analisarmos a estimativa de comercialização para este ano, não é muito menor do que a do ano passado. Nesse cenário, destacamos o aumento do consumo de tilápia para este ano de 42%, comparado ao ano passado (total de 138.515 Kg desta espécie). O que está prevista é a diminuição do consumo de carpas nesta Sexta-feira Santa, com uma comercialização de 125.000 kg, uma queda de 37% em relação ao ano passado”, comentou o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Carlos Roberto Olczevski.

Segundo Olczevski, o impacto maior será para os produtores de carpas. “O levantamento que realizamos aponta que 36 toneladas de carpas deixarão de ser comercializadas nesta Semana Santa. Entretanto, esta produção não está perdida. Estes peixes poderão ser comercializados durante o ano, em feiras locais ou até mesmo na Semana Santa do próximo ano, quando estarão com peso maior. Dessa forma, não haverá grandes prejuízos para os piscicultores da região”, observou o extensionista da Emater/RS-Ascar.

A Emater/RS-Ascar tem orientado os produtores na atividade da piscicultura, bem como na organização das feiras do peixe e divulgação dos pontos de venda, para garantir o abastecimento de peixes para os consumidores. Da mesma forma, a equipe de extensionistas rurais atua orientando os produtores para que sigam os protocolos de segurança sanitária do Ministério da Saúde durante o processo de comercialização.

Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Frederico Westphalen/ Jornalista Marcela Buzatto