COREDE e FAMURS recomendam manutenção de isolamento social no Estado:

Em razão da pandemia causada pelo Coronavírus o Conselho Regional de Desenvolvimento Rio da Várzea (COREDE) emitiu uma nota a comunidade nesse domingo, 29, no qual nome de sua Diretoria Executiva sugeriu aos senhores prefeitos, vereadores e representantes dos Comudes da região, assim como, representantes das classes do comércio, indústria e serviços, abrangentes aos seus 20 Municípios, que diante das manifestações com orientações técnicas da OMS (Organização Mundial da Saúde), órgãos Governamentais como o Ministério da Saúde, orientação da FAMURS, e equipes técnicas da área saúde, QUE MANTENHAM O ISOLAMENTO SOCIAL E SUSPENSAS AS ATIVIDADES – já elencadas em vários decretos federais, estaduais e municipais- em seus respectivos Municípios, a fim de reduzir os riscos de contágio da COVID-19 e a possibilidade de melhor ajustar suas equipes de saúde e números de leitos hospitalares de nossa região para o combate ao vírus.

O comunicado teve como base uma nota também emitida no dia hoje pela  Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), em consonância às recentes orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, no qual a entidade reiterou seu posicionamento pela manutenção do isolamento social como principal vetor de enfrentamento à Covid-19.

A recomendação da entidade se alinha à manifestação pública do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que em entrevista coletiva concedida neste sábado (28/03), em Brasília, confirmou 114 mortes por conta do novo Coronavírus no país, que já tem 3.904 casos oficialmente confirmados. A entidade, representante dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, concorda com o Ministro da Saúde que flexibilizar as medidas restritivas de circulação, como liberação das atividades de comércio e retorno às aulas, é uma temeridade. Abrandar o isolamento social, neste momento, pode representar uma expansão acelerada do contágio, assim como pode, inevitavelmente, sobrecarregar o sistema de saúde pública de todo Brasil, ainda insuficiente para atender um surto da pandemia. Salientamos que mais de 90% dos municípios do nosso Estado, por exemplo, ainda aguardam a chegada dos EPIs (equipamentos de proteção individual) e aparelhos hospitalares, como respiradores mecânicos, basilares no tratamento do vírus.

Por fim, a Famurs recomendou aos municípios gaúchos a continuidade das medidas até aqui adotadas, mantendo a vigência dos decretos de emergência e calamidade.

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