Novos policiais começam a trabalhar na região

Após a formatura de 412 novos escrivães e inspetores da Polícia Civil, ocorrida na segunda-feira (8), um contingente de quatro policiais foi destinado para os municípios abrangidos pela 28ª Delegacia Regional de Polícia do Interior (28ª DRPI). As delegacias dos municípios de Não-Me-Toque, Liberato Salzano, Colorado e Ronda Alta receberam os novos policiais, que começaram a atuar ainda na manhã da quarta-feira (10).

Para a região, na prática, apenas houveram substituições de saídas de policiais que foram removidos ou pediram transferências para outras Delegacias de Polícia (DPs), ou seja, não haverá incremento de profissionais na área de abrangência da 28ª DRPI.

– Nós tivemos, por exemplo, a saída de uma colega da DP de Não-Me-Toque e um dos novos assumiu naquele município. A mesma situação aconteceu na DP de Ronda Alta, onde uma escrivã desse grupo de novos policiais foi alocada lá – relata o Delegado regional da 28ª DRPI, Edson Cezimbra.

Os outros dois municípios que receberam policiais – Liberato Salzano e Colorado – são cidades em que o único policial que atuava nas DPs, eram profissionais já aposentados, que seguiram atuando para evitar que as sedes das delegacias locais fechassem as portas. Além disso, nos próximos dias é aguardada a chegada de um policial para Carazinho, também em substituição a um profissional que pediu transferência.

Redução na destinação de policiais para a 28ª DRPI

Inicialmente estava previsto para a região a chegada de cinco novos policiais civis, porém, na prática, apenas quatro iniciaram os serviços nesta semana, mas nenhum em Carazinho. Conforme Cezimbra, extraoficialmente, o motivo para a redução da chegada de policiais é a desistência de alguns formados, o que, inclusive, teria afetado a cidade de Carazinho.

– Estávamos aguardando o incremento de um policial para a cidade de Carazinho, mas diante dessa situação, o novo profissional não veio. Ainda estamos aguardando um posicionamento da Chefia de Polícia sobre esse ponto. Mas, na prática, a gente não obteve nenhum acréscimo de policiais civis, apenas tivemos a reposição de remoções internas, o que não resultará em aumento de efetivo – detalha Cezimbra.

Segundo Edson Cezimbra, a 28ª DRPI conta com um grande déficit de policiais, mesma realidade vivida pelo Estado. Seriam necessários, conforme o delegado regional, ao menos, mais 15 novos profissionais para suprir a demanda das DPs da região.

– Há alguns anos nós não estamos tendo reposição de policiais. Apenas estamos registrando saídas devido às aposentadorias. Mas, para o próximo ano acredito que teremos uma melhora nesse cenário, já que estamos com um concurso em andamento e mais agentes devem ser chamados para a Polícia Civil. Inclusive, após a conclusão dessas duas turmas na Acadepol, deveremos ter outros 500 a 600 aprovados do último concurso iniciando o curso de formação e a partir do ano que vem, acredito que aí sim, possamos ter policiais que venham a somar nas DPs da região – comenta Edson Cezimbra.

Os policiais civis formados na segunda-feira iniciaram o curso na Academia de Polícia (Acadepol) no mês de dezembro do ano passado, compreendendo a 52ª e 53ª turmas da academia. Conforme a SSP, os novos policiais civis são os primeiros a já possuírem a formação de brigadista de incêndio intermediária.

As duas turmas que totalizam 412 novos profissionais irão suprir uma parte das 1,2 mil vagas abertas no último concurso para a Polícia Civil no Estado, realizado no ano passado. Na ocasião, o processo seletivo contou com mais de 44 mil candidatos disputando as vagas, fazendo com que fosse o maior concurso para a PC, na relação candidato/vaga, com quase 36 candidatos por vaga. Antes do concurso promovido no ano passado, a última vez que houve contratações de novos policiais civis no Rio Grande do Sul foi em 2013.

Fonte: Diário da Manhã

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