Um legado de 58 anos plantado em terra fértil

Tradição de plantar araucárias a cada turma que se forma em Agronomia na UPF iniciou com os primeiros formandos e marcou a história do curso, que chega a quase seis décadas formando engenheiros agrônomos capacitados para atuar no campo

O curso de Agronomia da Universidade de Passo Fundo (UPF) tem uma história cultivada há décadas: o legado de 84 turmas está perpetuado em araucárias que são plantadas a cada turma de agrônomos que se forma na UPF e deixa sua marca na Instituição. A Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UPF foi criada em 1960 e iniciou com as atividades do curso de Agronomia em 26 de maio de 1961; desde então, já graduou mais de 2,5 mil engenheiros agrônomos. Os pinheiros enfileirados relevam a história desses profissionais, que adquiriram conhecimento e foram capacitados para atuar no campo de forma efetiva, contribuindo para a produção de alimentos de forma produtiva e sustentável.

A tradição de plantar uma araucária a cada turma formada, conforme os docentes da época, foi iniciada pelo professor Dirceu Vieira Torres, que ministrava a disciplina de Botânica. Por um tempo, a prática ficou adormecida, sendo recuperada em 1983, quando todos os exemplares faltantes foram implantados. A foto datada de 12 de outubro de 1983, no Dia do Engenheiro Agrônomo, mostra o professor Dirceu Vieira Torres, o então vice-reitor Agostinho Both e o então diretor da unidade acadêmica, Elmar Floss, além de acadêmicos do curso, reunidos para celebrar a data e fazer o plantio completo das árvores. Na época, um representante da cada turma esteve presente na solenidade.

História eternizada
Professor das primeiras turmas de Agronomia na UPF, Irineo Fioreze é um dos docentes que esteve presente na ação. Segundo ele, a intenção foi de que cada turma deixasse uma lembrança do tempo em que passou na Instituição. “Cada araucária tem a identificação com o nome da turma e o ano de formatura. Cada turma está eternizada”, considera ele, que iniciou sua trajetória na UPF em 1971 para implantação do Laboratório de Solos, mas também atuou como docente e ficou até 2008 levando conhecimento aos acadêmicos por 37 anos. 

Hoje coordenador do curso de Agronomia, o professor Dr. Vilson Klein foi aluno de Fioreze e aponta que a prática marcou a história de quem passou pela FAMV. “A história das instituições é contada por prédios, pessoas ou fotos. Aqui, temos outra forma de relembrar as histórias: plantando árvores”, cita ele, lembrando que a araucária é um símbolo do Rio Grande do Sul. “É uma árvore longeva, que demora para dar frutos e que se fortalece a cada ano e se perpetua para as futuras gerações”, aponta ele, comentando que os pinheiros mais antigos já dão frutos, enquanto os mais novos crescem. A manutenção das árvores é garantida por uma equipe de guardiões formada por acadêmicos, que monitora os exemplares.

58 anos
O curso de Agronomia da UPF é reconhecido como um dos melhores do Brasil. A infraestrutura é diferenciada e as atividades práticas são realizadas nos 270 hectares do Centro de Extensão e Pesquisas Agropecuárias (Cepagro). Além disso, 24 laboratórios e setores de suporte estão à disposição dos acadêmicos. A inserção da UPF em uma região economicamente voltada ao agronegócio é um dos pontos fortes que tornam o curso de Agronomia da UPF referência. O mercado de trabalho dos egressos compreende a atuação em empresas privadas do setor agrícola, cooperativas e propriedades rurais, instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão, como consultor técnico e empreendedor no agronegócio. 

Pinheiros plantados no Campus I da UPF

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