Detentos do Instituto Penal de Passo Fundo produzem vassouras como alternativa de renda

Há um mês presos do regime semiaberto que não conseguiram emprego fora do Instituto Penal de Passo Fundo, trabalham na fabricação de vassouras. A iniciativa partiu do Conselho da Comunidade do Sistema Penitenciário. São cinco detentos que fizeram curso de capacitação e possuem carteira de artesãos.

As vassouras são produzidas com a utilização de materiais recicláveis, principalmente de garrafas PETs. A população pode contribuir doando PETs. Há três pontos de coleta, uma no DCE da UPF, uma na Semcas e a outra no próprio Instituto, que fica em frente ao Presídio. A cada oito garrafas PETs é confeccionada uma vassoura. Por enquanto, elas estão sendo comercializadas em feiras de artesanato, mas o Conselho já estuda a venda para fornecedores, como mercados. Elas custam R$ 8, com cepa de plástico, e R$ 10, com cepa de madeira.

O presidente do Conselho, Vinícius Toazza, conta que o projeto foi apresentado ao Ministério Público do Trabalho e a partir disso foi possível a compra dos equipamentos para o corte das garrafas e a fabricação dos fios.

Toazza frisa que a iniciativa contempla três frentes: sustentabilidade ambiental, porque retira do meio ambiente um resíduo sólido poluente, que leva 100 anos para se decompor; oferece um trabalho interno; e gera renda para o preso envolvido no projeto. Cerca de 30% do valor arrecadado fica para a compra dos insumos e o restante é repassado aos detentos da fábrica de vassouras.

O número de presos no semiaberto oscila bastante, mas conforme o último levantamento, são cerca de 206. Segundo, Toazza outro projeto com materiais recicláveis vai abranger mais presos sem carta de trabalho.

Fonte: Rádio Uirapuru

 

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