Comunidade indígena protesta um ano após assassinato de Cacique, saiba mais:

Eles aguardaram retorno dos órgãos de investigação. A rodovia permaneceu bloqueada até o meio-dia desta terça-feira (20). A tarde, após acordo com a Polícia Federal o trânsito foi liberado.

A  comunidade indígena parou a ERS 324 na reserva da Serrinha na manhã desta terça-feira, 20, um ano após o assassinato do Cacique Antônio Mig Claudino, executado a tiros na noite de 20 de março de 2017.

O protesto reivindicou por justiça, sendo que os indígenas carecem de respostas da Polícia Federal na resolução do fato. Foi o que o atual Cacique, Ronaldo Mig Claudino nos explicou em entrevista, mostrando-se bastante preocupado com a investigação da polícia no caso da morte de seu pai.

Nossa reportagem contatou novamente os indígenas que comunicaram que se não houver um esclarecimento por parte da PF até a próxima semana, a rodovia será interditada novamente.

Confira a fala no vídeo abaixo:

Informações e fotos: Welliton Fortes

Fotos:

Relembre o caso:

Reportagem da Rádio Uirapuru/Passo Fundo

Na noite de segunda-feira, 20 de março de 2017 um indígena foi executado a tiros na localidade de Alto Recreio, no interior do município de Ronda Alta.

Segundo informações obtidas pela Rádio Uirapuru, o cacique da Reserva da Serrinha, Antônio Mig, foi atacado por indivíduos tripulando um automóvel Chevrolet Prisma de cor branca. Ele foi atingido por cinco tiros.

A vítima foi socorrida ao Hospital de Ronda Alta, porém o cacique não resistiu a gravidade dos ferimentos e faleceu.

A Brigada Militar e Polícia Federal estão se mobilizando para atender a ocorrência.

Antônio Mig há muitos anos era o cacique da Reserva da Serrinha, uma área indígena de quase 12 mil hectares que abrange os municípios de Ronda Alta, Três Palmeiras, Engenho Velho e Constantina.

Era considerado parceiro das autoridades policiais, devido exercer uma liderança com muito diálogo e não admitia as invasões de terras que estavam acontecendo nos últimos anos.

Em dezembro do ano passado, o Repórter Policial Lucas Cidade entrevistou Antônio Mig durante uma operação deflagrada pela Polícia Federal e Brigada Militar para coibir as ilegalidades praticadas por indígenas.

Naquela ocasião, o Mig afirmou que a ação da polícia foi correta na prisão dos envolvidos e afirmou que em 20 anos como cacique nunca quis confusão com outros índios ou até mesmo com os brancos, afirmando que os dois devem conviver pacificamente.

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