Campanha da Fraternidade desse ano pede atenção com os biomas brasileiros

Como todo ano, o tema da Campanha de Fraternidade traz ao debate da sociedade um tema atual. Nessa edição a comunidade é convidada a discutir os desafios da situação atual dos biomas brasileiros em defesa da vida.

Com o lema “Cultivar e guardar a criação”, a Campanha foi lançada ontem (1) em Passo Fundo.O país tem seis biomas: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Pampa e Mata Atlântica, onde Passo Fundo está localizada.

Desde a colonização eles vem perdendo suas características e seu valor para o equilíbrio do meio ambiente. A Igreja Católica destaca que, ter uma população de mais de 200 milhões de brasileiros, sendo que 160 milhões em cidades, gera problemas, que põem em risco as riquezas dos biomas.

O arcebispo de Passo Fundo, Dom Rodolfo Weber, destacou que a fé cristã pode contribuir com as questões de ecologia e a convivência harmônica com os biomas. A Mata Atlântica, que abrange uma área equivalente a 105.566 km² na região Norte do Estado, é um dos biomas mais descaracterizados.

Antigamente, foi um dos mais ricos e variados conjuntos florestais pluviais da América do Sul. Entre as interferências no processo cultural do bioma estão as empresas que investem na monocultura do eucalipto, soja, arroz e trigo.

Outro ponto abordado na Campanha da Fraternidade é a concentração populacional na área urbana que leva à ocupação em áreas de risco, de mananciais e encostas de morros.

O arcebispo ressaltou que esse tema vai fazer com que as pessoas conheçam e compreendam o lugar onde vivem. O objetivo é que elas possam tomar as devidas atitudes e mudanças de comportamento necessárias para o equilíbrio e convivência fraterna no bioma.

Nesta sexta-feira (3), será realizado um seminário da Campanha da Fraternidade, às 19h, no Colégio Bom Conselho.

 
 Fonte: Rádio Uirapuru

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