PF investiga desvio de recursos em bolsas de estudo da Ufrgs

Uma operação, deflagrada na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal (PF), investiga o desvio de recursos de programas federais de incentivo à pesquisa no Rio Grande do Sul. De acordo com informações da PF, as irregularidades estariam relacionadas principalmente ao Projeto SUS Educador. A ofensiva, chamada de PHD, deve cumprir hoje seis mandados de prisão, dez de busca e apreensão e dois de condução coercitiva em Canoas, Pelotas e Porto Alegre.  O valor das iniciativas investigadas está em torno de R$ 99 milhões e a quantia desviada apurada, até o momento, é de aproximadamente R$ 5,8 milhões.

 

Iniciada há seis meses, a investigação revelou a atuação de associação criminosa que se utilizava da coordenação de projetos relacionados à área de Educação em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), com o objetivo de desviar recursos, em especial, do Programa de Extensão em Saúde Coletiva: Educação Continuada (PESC) e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGCOL).

“Premiado” com título de mestre

Confome a PF, a fraude apurada consistia na inclusão de bolsistas sem qualquer vínculo com a Ufrgs para recebimento de valores de até R$ 6,2 mil, equivalente à Bolsa de Doutorado. Os valores eram passados em parte ou até mesmo em sua integralidade para coordenadores dos programas. Pagamentos de diárias e de Recibos de Pagamento Autônomo (RPAs) eram custeados de forma indevida, além de outras despesas. Pessoas indicadas pelos investigados eram as beneficiadas.

Também ficou evidenciado o direcionamento de seleções, assim como um aluno que sequer frequentou o curso, não teve qualquer avaliação e mesmo assim recebeu o título de mestre. Os crimes identificados na Operação PhD são associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Ufrgs, que afirmou que a universidade ainda não está informada sobre a operação e o teor das investigações. A instituição só deve se pronunciar após tomar conhecimento do fato.

Fonte: Correio do Povo

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