Número de hipertensos no mundo duplica nos últimos 40 anos e especialista alerta para diagnóstico

Um estudo americano publicado na última quarta-feira, 16, revelou que o número de hipertensos no mundo duplicou nos últimos 40 anos. Hoje são 1 bilhão de pessoas com a doença. Conforme a pesquisa, a maioria vive em países em desenvolvimento. É considerada hipertensão a pressão arterial superior a 14.090.
O cardiologista do Hospital da Cidade Gilberto Heineck, explica que esse aumento dos casos se deve porque as pessoas têm procurado fazer o diagnóstico precocemente. Como a doença não possui sintomas, não é possível identificar e tratar de maneira efetiva todos os hipertensos de uma população.
A hipertensão, na maioria dos casos, está associada à genética, mas a obesidade também pode contribuir para o desenvolvimento da doença. Heineck destaca que buscar o diagnóstico é fundamental para o tratamento. A doença não tem cura, mas pode ser controlada.
Há casos em que ela pode ser moderada apenas com a mudança de hábitos, como evitar o consumo excessivo de sal e de bebidas alcoólicas. Também são recomendadas atividades físicas e alimentação saudável. Mas na maioria das vezes a pessoa com hipertensão precisa do uso de medicação contínua.
O cardiologista alerta que a falta de controle da pressão em um longo prazo, por meses ou anos, pode provocar outras doenças como insuficiência renal ou até mesmo infarto e AVC. Segundo o estudo, 7,5 milhões de pessoas morrem todo ano no mundo por causa do AVC.

 

Fonte: R. Uirapuru

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