Seminário do Leite em Constantina apresenta estratégias para maximizar produção leiteira

O município de Constantina promoveu, na semana passada, a terceira edição do Seminário Municipal do Leite. O evento, realizado no Centro Cultural de Constantina, recebeu cerca de 300 pessoas, entre produtores e lideranças, para discutir estratégias para maximizar a produção leiteira. O Seminário foi organizado pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura, Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Coopac e Cotrisal, entidades que formam o Comitê Técnico do Leite de Constantina.

O tema central do Seminário, estratégias para maximizar a produção de leite, foi abordado pelo médico veterinário e gerente técnico da empresa Nutrepampa de Independência/RS, Lucas Dal Forno. “O que o produtor precisa é saber o seu objetivo, conhecer sobre o seu negócio, o leite, e saber como produzir forragem de qualidade e em quantidade para os animais”, iniciou o palestrante. Segundo ele, 40% do custo está ligado à rentabilidade da produção de leite. Portanto, o produtor precisa conhecer todos os aspectos que envolvem a atividade, entender o manejo, a nutrição, reprodução, sanidade e, especialmente, a administração da atividade.

“O produtor deve analisar três pontos na propriedade. Olhar os animais, verificando o potencial genético e nível de produção. Olhar os alimentos, percebendo a quantidade e qualidade de forragem. E olhar suas instalações, para ver onde estão os gargalos e quais as possibilidades para esse fator”, continuou Dal Forno. De acordo com o médico veterinário, o bom resultado para a atividade leiteira depende de 80% de manejo e 20% de produtos. “Entender o comportamento dos animais é fundamental. E como resultado organizar o manejo nutricional, permitindo que o consumo de matéria seca seja proporcional ao desempenho produtivo, sanitário e reprodutivo dos animais. Mas isso também depende da oferta e da qualidade dos alimentos, do conforto e da sanidade animal”, completou.

Em resumo, Dal Forno aponta que um sistema para ser eficiente deve ser bem planejado, oferecer forragem de qualidade e em quantidade, analisar o tipo de animal, a raça e o desempenho esperado, e as instalações da propriedade, proporcionando conforto e eficiência na ordenha, manejo, alimentação e descanso. Além de eficiente, o sistema de produção deve ser bem gerenciado, sempre enfocando o manejo, a reprodução, controle sanitário, nutrição, ordenha e qualidade do leite. “Não existe mau negócio, existe negócio mal gerenciado”, finalizou.

Como complemento ao assunto abordado pelo médico veterinário, o zootecnista da Nutrepampa, Marcelo Rigo, explanou sobre a produção de ensilagem, destacando a sazonalidade da produção forrageira e a busca de alternativas para alimentação durante os vazios forrageiros, como pastagens, conservação de alimentos e a ensilagem. Durante o Seminário a Irrigafértil apresentou o resultado de alguns projetos de irrigação e fertirrigação elaborados na região, conjuntamente com a Emater/RS-Ascar. Na mesma oportunidade, a Cresol apresentou as linhas de crédito disponíveis aos produtores para financiamento na cooperativa.

Autoridades e lideranças envolvidas com a cadeia produtiva do leite participaram do Seminário, entre elas o prefeito de Constantina, Gerri Sawaris, o secretário Municipal da Agricultura, Valdir Grizon, o gerente do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, Francisco Frizzo, o presidente do STR, Gilmar Polaquini. O gerente da Emater/RS-Ascar, em seu pronunciamento, ressaltou a importância da atividade leiteira para o município e para a região.
“Esta edição do seminário está destacando a importância social da atividade leiteira. O convite deste evento foi direcionado ao casal e, desta forma, o conhecimento aqui adquirido será melhor aproveitado na propriedade. A atividade leiteira é importante não apenas economicamente, mas enfatiza o protagonismo da mulher. É uma atividade que envolve a família. É uma das cadeias produtivas mais importantes para a nossa região, de pequenas propriedades, com média de 16 hectares, onde a produção de culturas de grãos são inviabilizadas. Portanto, a atividade leiteira possibilita maior renda por área de terra. Mas, como qualquer atividade, requer persistência, e para aqueles que trabalham com gestão e eficiência é uma atividade rentável, que viabiliza a sucessão familiar e a qualidade de vida das famílias do meio rural”, argumentou Frizzo.




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