Governo apresenta primeira etapa do Plano Estadual de Saneamento

Trabalhos começam neste ano e deverão seguir até fevereiro de 2019

Após quase 14 anos da lei sobre a Política Estadual de Saneamento, o governo do Estado apresentou na manhã desta segunda-feira a primeira etapa do Plano Estadual para a área. A iniciativa prevê o mapeamento das carências e necessidades nos segmentos de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais urbanas. Os trabalhos começaram no início desse ano e deverão seguir até fevereiro de 2019.

Coordenado pela Secretaria Estadual de Obras, Saneamento e Habitação (SOP), em parceria com a consultoria Concremat, e acompanhado pelo Conselho Estadual de Saneamento, o Plano abrangerá áreas urbanas e rurais. Uma das frentes será a atuação em 25 bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, que estão distribuídas por três regiões: Guaíba, Litoral e Uruguai. Nesse processo serão avaliados indicadores e haverá a identificação de pontos mais críticos e os que necessitam de maior investimento. A população poderá colaborar com o processo durante as audiências públicas que vão ocorrer de acordo com cada bacia hidrográfica.

“Não é um projeto de governo, mas de Estado. Que beneficiará as futuras gerações”, afirmou o secretário Estadual de Obras, Saneamento e Habitação, Fabiano Pereira. Concluído, o Plano fará uma projeção das ações pelas próximas duas décadas, sendo necessária a reavaliação a cada quatro anos.

Ele apontou ainda que um dos enfrentamentos, a partir do plano, é elevar a cobertura de coleta e tratamento de água. O índice do Estado é de 14% de cobertura. Para universalizar o acesso, seriam necessários investimentos no valor de R$ 15 bilhões.

Ao avaliar a importância do projeto, o governador José Ivo Sartori destacou que será um diagnóstico profundo da realidade do saneamento básico no Rio Grande do Sul e onde estão as maiores carências. “Saneamento básico é fundamental para o bem-estar e qualidade de vida das pessoas. É um direito”, afirmou.

Presente na solenidade, o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, parabenizou a iniciativa, uma vez que contribuiu diretamente na qualidade de vida da população. “Os indicadores da saúde estão diretamente ligados à qualidade da água e ao nível de saneamento básico”, afirmou.

Para o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Salmo Dias de Oliveira, O plano contribui ainda para a preservação do meio ambiente. “O RS tem mais de uma centena de municípios sem o tratamento adequado do esgoto e da água. Precisamos evoluir em todos os sentidos”.




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