Plantio do trigo chega a 53% da área prevista para RS

O plantio da safra de trigo teve um avanço significativo, com a melhora nas condições meteorológicas nos últimos dias, passando dos 12% de área plantada para os atuais 53% (385 mil ha). De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, apesar dessa condição, a semeadura se encontra defasada em relação a períodos anteriores, quando o percentual alcançava 74%. 

Na região de Ijuí, que detém a maior área cultivada com o cereal (213,5 mil ha), os produtores aproveitaram o período sem chuvas para realizar a semeadura. A evolução da área implantada foi rápida, atingindo 65% (139 mil ha) do total previsto com a cultura. As lavouras implantadas antes do período de chuvas começam a melhorar no aspecto visual, com coloração mais verde intenso.

Em Santa Rosa, outra importante região produtora de trigo, também houve intenso plantio, chegando aos 78% da área a ser cultivada (168 mil ha). Mesmo sem a melhor condição climática e umidade adequada no solo, o agricultor sente a necessidade de apressar o plantio devido ao curto tempo de período recomendado pelo zoneamento agroclimático.

Na cultura da cevada, a semeadura também foi reiniciada em ritmo acelerado, visando compensar o atraso em decorrência das pesadas chuvas de maio/junho. A média de cevada semeada no Estado neste período é de cerca de 85%. No momento, com a adição da adubação nitrogenada, as plantas retomaram o crescimento, melhorando o aspecto visual das lavouras.

O cultivo da canola foi reiniciado em todas as regiões, com necessidade de replantio de algumas áreas, em especial na região do Noroeste Colonial, com destaque para Catuípe, onde as lavouras foram mais prejudicadas.

Já a semeadura de aveia no RS foi parcialmente interrompida. Nas áreas já semeadas, o desenvolvimento vegetativo está ruim devido ao clima instável, sem insolação e com chuvas frequentes, apresentando folhas baixeiras amareladas, secas e plantas com baixo perfilhamento. É lenta a retomada do crescimento. Há pontos das lavouras com mortandade de plantas em solos baixos, encharcados e com pontos de alagamentos. Com o tempo seco no início desta semana, o plantio foi retomado, apesar de que o período prioritário tenha passado.

CRIAÇÕES

A semana mais seca e ensolarada na maior parte do Estado possibilitou a retomada da implantação das pastagens que já estavam com atraso, devido às últimas semanas muito chuvosas. As pastagens de inverno estão parcialmente disponíveis para o pastoreio, e as de verão já estão em final de ciclo, ocorrendo um vazio forrageiro na maioria das propriedades. Os produtores aproveitam a estiada e colocam adubação de cobertura nas pastagens.

As pastagens cultivadas nas restevas de soja estão com bom desenvolvimento; muitos produtores já colocam gado e as que não se desenvolveram com a semeadura natural estão sendo plantadas com aveia para formação de palhada e proteção do solo.

Na bovinocultura de corte os animais apresentam perda de peso, devido à queda na qualidade de alimentação em áreas de campo nativo, em razão do excesso de umidade, de alagamentos e frio. As adversidades climáticas afetaram o desenvolvimento das pastagens de inverno, com consequente redução na oferta de pasto e do desempenho dos animais. Alguns produtores já têm escalonado a entrada de animais nestas áreas, principalmente os que apresentam maior deficiência nutricional, deixando aqueles com melhor escore por mais tempo no campo nativo, que está com baixo desenvolvimento.

Com a trégua das chuvas e o retorno do sol, os produtores de leite puderam soltar os animais nas pastagens, que diminuíram em quantidade e qualidade, principalmente pelo final de ciclo das de verão. Muitas pastagens foram prejudicadas pelo encharcamento e por tombamento, sem que os animais tenham realizado o pastejo. Portanto, a oferta de pasto na maioria das propriedades ainda não é suficiente, principalmente para as necessidades dos animais de alta produção; para estes, os produtores seguem complementando a dieta das vacas com silagem de milho, feno ou silagem de pré-secado e administrando o concentrado para aumentar a produção, o que repercute em aumento dos custos de produção. Alguns produtores cortam capim-elefante e oferecem no cocho às vacas.

 




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