Plantio da safra de inverno é intensificado no Rio Grande do Sul

Com a melhora nas condições do solo (diminuição da umidade excessiva) em todas as regiões, os produtores puderam dar andamento nos trabalhos de plantio das espécies de inverno, sendo que a canola, cevada e a aveia se encontram com a semeadura praticamente encerrada, poucas e pequenas áreas ainda serem concluídas.

Nestas culturas algumas lavouras foram destruídas pelo excesso de chuva, levando os agricultores a acionarem o seguro agrícola, sendo que há casos de desistência do plantio e renegociação junto ao mercado de insumos para devolução de produtos ou mesmo troca para outra oportunidade, no caso a próxima safra de verão.

De maneira geral as lavouras destas culturas estão em situação entre regulares (85%) e ruins (15%), com desenvolvimento prejudicado pelo excesso de chuvas e falta de luz no período pós-germinação. Os produtores tentam intensificar os tratos culturais com o combate das invasoras e a aplicação de nitrogênio em cobertura, visando dar melhores condições de desenvolvimento às lavouras. Entretanto, as perdas de nutrientes e o atraso no desenvolvimento inicial das plantas poderão afetar o rendimento final das culturas em questão.

No trigo o ritmo do plantio foi mais lento no avanço do percentual de área semeada que no período antecedente devido aos pequenos produtores finalizarem suas áreas, restando os grandes produtores que respiram um pouco mais aliviados com a perspectiva de conseguirem implantar a cultura dentro do período recomendado.

Nesta semana o percentual de área semeada chega a 71%, contra uma média para a época de 74%.

A umidade do solo em nível favorável à semeadura e a previsão de poucas chuvas para os próximos dias deixam os tranquilos. Lavouras implantadas antes do longo período com chuvas ainda apresentam desenvolvimento com baixo perfilhamento e plantas amareladas, porém, com visível melhora. A germinação e o desenvolvimento inicial das áreas implantadas após as chuvas são consideradas muito boas.

 

 

Olericultura

 

Cebola – Embora as altas temperaturas que vêm sendo registradas, acima da média para o período do ano, e não propícias para o bom desenvolvimento das mudas, principalmente do sistema radicular, os diversos dias de plena insolação estão contribuindo na recuperação das sementeiras.

 

Mandioca – Mandioca nova, colhida este ano, tem apresenta bom cozimento, mas devido ao clima chuvas sofreu perda pelo apodrecimento das raízes, esse fato ocorreu principalmente nas lavouras mais baixas onde a umidade foi mais intensa, os percentuais de perdas variam de município para município, ficando em uma faixa entre 25 a 35%. Já é notável a diminuição da oferta de mandioca para venda, principalmente nos casos onde a venda é feita diretamente ao consumidor final. Isso pode elevar o preço deste alimento. Também está ocorrendo a colheita dos ramos de mandioca para serem utilizados no plantio após o inverno.

 

Fruticultura

 

Citricultura – No Vale do Caí segue a colheita das bergamotas (Caí teve sua colheita já encerrada e a Ponkan já está com 60% das frutas colhidas), laranjas (estão em colheita a Céu Precoce, a Umbigo Bahia e a Shamouti) e limões. Em relação à lima ácida Tahiti, o popular limão da caipirinha, no município de São Sebastião do Caí, o principal produtor desta fruta no Rio Grande do Sul, as plantas não apresentam uma boa carga de frutas e frutinhos para os próximos meses. Houve grande queda de frutas na primeira quinzena de junho devido ao excesso de umidade e chuvas contínuas. Devido a este fato há uma esperança de que o preço reaja positivamente nesta entrada de inverno.

 

Pêssego – Na Região Sul (Pelotas e entorno) os produtores estão preocupados com as amplas variações das temperaturas que vem ocorrendo e o baixo acúmulo de horas de frio. O total de horas acumulado abaixo e igual a 7,2ºC está muito defasado. Segundo dados da Estação Automática da Embrapa Clima Temperado localizada na Cascata, estão acumulados até a 3ª semana de junho apenas 48 horas de frio. No mesmo período do ano passado, já estavam acumulados 190 horas de frio.

Produtores seguem realizando a limpeza dos pomares através de roçadas e manejo da cobertura verde, sendo intensas as atividades de poda de inverno. Com as incertezas sobre a comercialização da safra futura a poda realizada este ano é bastante curta (retirada de 2/3 do ramo), visando com isso evitando um excesso produtividade/produção). No momento a poda já está realizada em torno de 40% dos pomares, sendo que alguns já indicam o inicio da floração devido às temperaturas acima do normal para o período.

 

 

Pastagens – O campo nativo apresenta engrossamento dos pastos e diminuindo sua oferta de forragem, devido às geadas ocorridas, que foram de moderadas a fortes conforme o local da pastagem. Sendo assim, os animais consomem o que há disponível, dificultando o rebrote no pastoreio contínuo em geral.

A semana mais seca intensificou a implantação das pastagens que já estavam com atraso, devido as últimas semanas serem muito chuvosas. As duas últimas semanas com alta radiação solar favoreceram o pleno desenvolvimento das pastagens de inverno implantadas, recuperando em boa parte o crescimento e desenvolvimento das forrageiras, que tinham sido prejudicadas sensivelmente pelo longo período de chuvas e de dias nublados. A umidade excessiva e a baixa insolação, estavam retardando o desenvolvimento das pastagens de inverno e também a utilização pelo excesso de umidade do solo. As pastagens cultivadas nas restevas de soja com bom desenvolvimento, muitos produtores com gado nelas. Áreas de pastagem de inverno com pastoreio, principalmente as restevas de soja. Produção de silagem encerrada, neste ano com excelente produção.

 

Ovinocultura – As condições nutricionais do rebanho estão boas, o vazio forrageiro de outono, começa a perder força com a disponibilidade de algumas áreas de pastagens de inverno que começam a ser pastoreadas.

De maneira geral as condições nutricionais do rebanho ovino são boas. Os ovinos que se encontram exclusivamente em campo nativo perderam peso devido ao baixo desenvolvimento das pastagens e ao longo período de chuvas.

Fase predominante é a gestação. Época de manejos pré-parto, como esquila do úbere, entrepernas e limpeza de olhos. Início do nascimento dos cordeiros em algumas propriedades que encarneirou mais no cedo. O clima da semana, com menor umidade, foi favorável ao nascimento dos cordeiros e a melhora do aspecto sanitário em geral dos rebanhos.




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