Cuba: a Educação de qualidade como prioridade

Texto e imagens de Valério Bernardi

Em nossa visita a  Cuba visitamos diversas estabelecimentos de ensino. Passando pelas escolas, conversando com professores, visitando salas de aula, pudemos constatar o alto nível do ensino, apesar da precariedade o que é superado pelo esforço e pela competência. Muito forte comprometimento revolucionário, a participação da família e a disciplina.

Cuba é uma república socialista cujo sistema educativo é função do Estado, que orienta, fomenta e promove a educação, a cultura e as ciências em em todas as manifestações.

 

Tudo começou em 1959 quando a revolução triunfante dedicou-se a realizar diversos projetos, criativos  e significativos . O mais importante foi o da alfabetização. Conseguiu em um ano declarar Cuba como o primeiro território livre de analfabetismo na América Latina. 234 mil alfabetizadores foram mobilizados e distribuídos por toda a Nação para a efetivação do projeto.

Segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) Cuba foi a única nação a atingir na  América Latina e no Caribe,  os seis objetivos de Educação no período 2000-2015.

“Apenas um a cada três países do mundo atingiu a totalidade dos objetivos mensuráveis da Educação para Todos (EPT) estabelecidos no ano 2000”, destaca o relatório de acompanhamento do programa, assinalando que “na América Latina e no Caribe, Cuba foi a única nação a cumprir estes objetivos”. O Brasil cumpriu apenas duas de seis metas mundiais para a educação, de acordo com a organização.

Chamou atenção o fato de Cuba ter erradicado o analfabetismo. Atualmente a cuba conta 0,2% da população de analfabetos.

“A educação de Cuba oferece a seus alunos uma educação básica que somente crianças de classe média alta recebem em outros países da America Latina”, explica o economista Martin Carnoy, da Universidade de Stanford (EUA).

Os principais ensinamentos da experiência cubana são as boas escolas de formação de professores, a garantia de que os alunos são saudáveis e estão bem alimentados e o sistema de supervisão dos professores, voltado para a melhoria do ensino.

Apesar das dificuldades econômicas de Cuba, (em todas as falas está presente as dificuldades geradas pelo bloqueio imposto pelos EUA),  pouco produtiva, não impede o país de garantir uma educação de qualidade para todos. Cuba é a nação latino-americana com a menor taxa de analfabetismo, registrando índices inferiores a 1% entre jovens e adultos. Todas as crianças e adolescentes cubanos frequentam a escola, que é obrigatória por nove anos e gratuita até a faculdade. O envolvimento da família é obrigatório. “A escola é uma extensão da família”.

Segundo dados da Unesco Cuba teve 70% dos seus estudantes com qualificações de mais 350 pontos de um total de 500, enquanto a média na Argentina, no Uruguai e No Chile foi de 300 pontos. Brasil e México acusaram uma média instável de aproximadamente 250 pontos.

Desde meados da década de 1990, o índice de admissão escolar se manteve em 99% tanto para meninos como para meninas, em comparação com 87% do resto da região latino-americana.

Segundo o professor Dailon Roque o índice de reprovação escolar na educação básica é de menos de 3% e o de evasão  1%.

Os professores são contratados com dedicação exclusiva e recebem um salário que se equipara a outros trabalhadores. Básico de $800 pesos cubanos podendo chegar até $1.200 pesos. Carga horária de 40 horas semanais: na educação primária 24 horas em sala, no nível médio e superior 20 horas em sala de aula. Completando a carga horária na escola com atividades de planejamento.

    

Escola de artes

 

Visitamos centros de estudos e pesquisas que buscam alternativas para a produção agro ecológica e de produtos naturais para a saúde. Visitamos a Faculdade de Ciências Médicas.

Alunos aprendem como cultivar alimentos sadios sem a utilização de agro tóxicos.

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Pré universitário público.

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