Pesca predatória preocupa a região

Segundo a Patram, um dos pontos críticos é o trecho entre Ronda Alta e Pontão. Mais de 1.300 metros de redes de diversos tamanhos e malhas já foram apreendidos

O 3° Grupo de Policiamento Ambiental de Carazinho (Patram) intensificou nos últimos dias os trabalhos de combate à pesca predatória em sua área de abrangência. Segundo o comandante da unidade, sargento Vilson Mattos isso se deve ao período de reprodução dos peixes, conhecido popularmente como “Piracema”, que iniciou em outubro na Bacia do Rio Uruguai e em 1° de novembro, na Bacia do Rio Jacuí, área em que a Patram de Carazinho atende as barragens do Rio Passo Fundo e do Rio Jacuí, além dos recursos hídricos da região, entre eles o Rio da Várzea. O período defeso se encerra em ambas as Bacias, no dia 31 de janeiro de 2017.

Mattos revela que no mês de outubro, durante as ações a polícia ambiental apreendeu 90 metros de redes de diversos tamanhos e malhas. Em novembro, período em que a fiscalização foi intensificada, foram apreendidos 870 de redes, 150 metros de espinheis, 10 bóias-loucas e uma tarrafa e em dezembro, já foram apreendidos até o momento, mais 420 metros de redes, uma tarrafa, uma embarcação com motor, sendo preso também um homem, portando um rifle, possivelmente para caça, na área da Barragem de Ronda Alta, localidade de Linha Arvoredo. Além disso, desde o início da Piracema, cerca de 200 pessoas foram identificadas em diversos acampamentos e embarcações fiscalizadas.

FALTA CONSCIENTIZAÇÃO
“Constatamos que entre Ronda Alta e Pontão é onde mais tem ocorrido casos de pesca predatória. Aumentamos a fiscalização nesse trecho”, revela o policial. “Essa é a época de reprodução dos peixes. Eles estão subindo o rio e muitos acabam sendo capturados ou morrendo presos nas redes”, explica. O comandante da Patram revela que na Bacia do Rio Uruguai, algumas espécies de peixes já estão ameaçadas, como o Dourado. “Cada vez tem menos, pois os pescadores não deixam eles procriarem”, lamenta.

Mattos enfatiza que a pessoa que for flagrada cometendo pesca predatória terá todo o material apreendido. Além disso será feita comunicação de ocorrência à Polícia Civil e encaminhamento de relatório ao Ministério Público. O sargento lembra que pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente, a pena prevista é de detenção de 1 a 3 anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. “Mesmo com a fiscalização intensa e as penalidades, o pessoal continua desrespeitando, está cada vez pior. Ainda falta muita conscientização”, critica o comandante da Patram.

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Fotos: PATRAM

Referência: Diário da Manhã




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